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Festival do Rio 2017: Protagonista de “O Nome da Morte”, Marco Pigossi fala do homem como um “produto do meio”

O Nome da Morte, o terceiro longa a entrar na disputa pelo Troféu Redentor no Festival do Rio, é baseado em uma história real, comandado por Henrique Goldman, o mesmo diretor de Jean Charles. Na trama, Julio Santana, interpretado por Marco Pigossi é um bom pai de família, religioso e amoroso com sua esposa. Eles não sabiam que o cidadão já matou 492 pessoas.

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Foto: Adorocinema / Adorocinema

Vivendo uma vida dupla, Julho fazia de tudo para que seus “negócios” não atrapalhassem a boa convivência familiar. Qualquer semelhança com Walter White, o personagem principal de Breaking Bad, é… uma mera coincidência.

“Em Julho que vem de um país sem cultura, sem formação, sem oportunidades, sem possibilidades”

, informa Pigossi, em sua estreia nos cinemas.


“No meio de minha pesquisa, me deparei com uma pessoa envolvida neste processo

[pistoleiros]


e ele disse uma coisa que é fundamental para eu entender a construção desse personagem. Ele disse: ‘o ser humano é um produto do meio onde se

veve


‘”

, atesta o ator.


“É igual a um cão: se ele é treinado para atacar, ataca. Se ele é treinado para não atacar, ele não ataca”

, concluiu.

Fabiula Nascimento, que interpreta a Maria, a esposa de Julho, engrossa o coro:

“Não necessariamente têm uma curva de maldade. Ou um gene de gente má. É uma profissão. E é muito louco que uma pessoa assimilar isso como normal”

.


“É muito fácil acusar, julgar. Mas a culpa de cada um de nós por tudo o que está acontecendo no mundo? Onde está a culpa dos fabricantes de armas? Onde está a culpa nos governos? Onde está a culpa de quem vota?”

provocou o diretor, na estreia do filme na noite do último domingo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Apesar da temática pesada, no entanto, garante que o Goldman

“é um filme que tem muito humor. Porque a vida é ridícula. A vida de um pistoleiro também é ridícula. E a tragédia pode ser divertido também”

surpreendeu o cineasta, que buscou inspiração no cinema independente norte-americano.


O Nome da Morte

ainda não tem data para chegar aos cinemas brasileiros.

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